DICA DO DIA SOBRE SAÚDE!!
Por que devemos remover as restaurações de amálgama e substituí-las por restauração em porcelana ou resina?
As restaurações de amálgama dental fazem mal à saúde?
O
amálgama dental
é um material que vem sendo utilizado há muitos anos para restaurar
cavidades dentárias, pois tem uma durabilidade muito alta e seu custo
não é tão elevado em relação as
restaurações em
porcelana e/ou
resina composta.
O que a maioria das pessoas talvez não saiba é que o amálgama dental é
extremamente tóxico para o ser humano, pois na sua composição entra uma
concentração de 50% de mercúrio. Para se ter uma ideia, uma restauração
grande de amálgama contém mais mercúrio do que um termômetro!
Como ocorre a exposição ao mercúrio tóxico das restaurações de amálgama?
A exposição ao mercúrio ocorre em 3 etapas: a primeira quando
da realização de uma nova restauração de amálgama; a segunda, durante o
período em que a restauração está na boca do paciente (isto ocorre por
diversos anos), e a terceira, no momento de sua remoção, para a
realização de novo trabalho restaurador.
Em todas as etapas ocorre a vaporização do mercúrio à temperatura
ambiente, e neste estado o vapor de mercúrio não tem cheiro, não tem
coloração, nem sabor, sendo inalado e rapidamente absorvido pela
corrente circulatória.
O mercúrio presente nas restaurações de amálgama é venenoso?
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde as restaurações
de amálgama dental são as maiores responsáveis pelo acúmulo de mercúrio
no organismo quando comparadas a qualquer outra fonte emissora deste
metal. Pesquisas científicas demonstram que o mercúrio é um VENENO e é
mais tóxico que o chumbo, cádmio ou arsênio. A menor quantidade de vapor
de mercúrio não deve ser considerada como sendo inofensiva à saúde,
especialmente pelo seu efeito cumulativo.
O mercúrio das restaurações de amálgama pode provocar a Doença de Alzheimer?
O mercúrio é o elemento não radioativo mais tóxico do planeta! Devido à
sua natureza venenosa, o mercúrio pode afetar os sistemas imunológico,
urinário, cardíaco, respiratório e digestivo. Estudos laboratoriais em
animais demonstraram que o mercúrio promoveu a deterioração de células
nervosas do cérebro (neurônios), da mesma forma como ocorre no cérebro
das vítimas da Doença de Alzheimer. .
As pessoas que têm restaurações de amálgama devem ir ao dentista para removê-las?
Certamente sim, pois o vapor de mercúrio é constantemente emitido das
restaurações de amálgama durante anos, e se acumula no organismo o tempo
todo, não sendo eliminado. A única excessão para a remoção seria nos
casos de gravidez e lactação. Estudos científicos demonstram
repetidamente que, mesmo baixos níveis de mercúrio no corpo causam
vários efeitos colaterais à saúde, sendo que esses danos podem não se
manifestar por muitos anos ou décadas.
Para se ter uma ideia dos danos provocados pelo mercúrio, os fetos e as
crianças podem ser contaminadas pelo vapor de mercúrio oriundo das
restaurações de amálgama presentes nos dentes de suas mães, podendo
levar à dificuldade de aprendizado em recém-nascidos.
Existem dentistas especializados em remover restaurações de amálgama?
A remoção das restaurações de amálgama é um passo muito crítico e deve
ser executada por um profissional experiente que domine a técnica de
remoção, pois este é o momento em que ocorre o maior grau de vaporização
do mercúrio presente nas restaurações. Dentista, equipe auxiliar e
paciente devem estar devidamente protegidos, sendo absolutamente
necessário o uso de:
- máscaras especiais;
- óculos de proteção;
- isolamento absoluto dos dentes em questão;
- irrigação abundante das brocas diamantadas;
- brocas diamantadas novas e de boa qualidade;
- unidade suctora de alta potência, a fim de minimizar ao máximo a vaporização do mercúrio;
Os géis clareadores danificam e/ou modificam a cor das restaurações de resina e coroas de porcelana?
Não. Os produtos clareadores não alteram a cor dos materiais
restauradores, apenas dos dentes. Sendo assim, após o clareamento
torna-se necessário substituir as restaurações em resina e/ou porcelana.
Quais materiais devem ser utilizados na substituição das restaurações de amálgama?
Vários materiais podem ser utilizados para substituir as
restaurações de amálgama, como por exemplo as resinas compostas
fotopolimerizáveis, as incrustações metálicas de ouro, as incrustações
em porcelana fundida e as coroas totais em porcelana “metal free”,
devendo ser indicadas conforme a situação clínica.Todos os materiais
citados são biocompatíveis e não causam danos à saúde.
Fontes:
International Academy Of Oral Medicine & Toxicology e http://www.esteticaeclareamentodental.com.br/noticias-restauracoes-de-amalgama.php