terça-feira, 3 de junho de 2014

Cientistas alteram glóbulos brancos para destruir tipo de leucemia aguda

 Bem Estar

Cientistas alteram glóbulos brancos para destruir tipo de leucemia aguda

Método funcionou em alguns casos, mas ainda deve ser aperfeiçoado.

Resultados foram publicados na revista 'Science Translational Medicine'.

Pesquisadores usaram técnicas de engenharia genética para alterar células do sistema imunológico de pacientes com leucemia linfoblástica aguda, conseguindo que elas destruíssem células cancerosas. O trabalho foi publicado nesta quarta-feira (20) na revista “Science Translational Medicine”.
Eles conseguiram fazer com que as células T, um tipo de glóbulo branco, ganhassem receptores artificiais que permitissem a elas reconhecer o câncer como um “inimigo”.
Os cientistas, liderados por Renier Brentjens, do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, testaram a efetividade do método em cinco adultos. Um deles teve as células cancerosas reduzidas tão rapidamente que, em oito dias, elas estavam indetectáveis. Outros atingiram estado semelhante num prazo de 18 a 59 dias.

Segundo reportagem do “New York Times”, o método é experimental e não funcionou em todos os pacientes – três dos cinco conseguiram se manter em estado de remissão por períodos que vão de 5 a 24 meses. Um outro paciente morreu por motivo alheio ao câncer e o último não apresentou a reação esperada ao tratamento. Ainda assim, o estudo é considerado promissor. A técnica precisa de ajustes finos e aperfeiçoamento para reduzir efeitos colaterais.
A leucemia linfoblástica aguda não é considerada uma forma comum de câncer e atinge mais crianças do que adultos. No entanto, nestes últimos é muito agressiva e, quando a quimioterapia não traz resultado, em geral deixa aos pacientes poucos meses de sobrevida.

Recentemente, chamou a atenção o caso da menina Emma Whitehead, que conseguiu combater uma leucemia graças a uma técnica experimental que usa uma forma deficiente do vírus da Aids para alterar as células do sistema imunológico e fazer com que o próprio paciente elimine a doença.

Câncer no estômago pode ser detectado pelo hálito, diz estudo


Câncer no estômago pode ser detectado pelo hálito, diz estudo

Cientistas de Israel e China afirmam que teste tem 90% de precisão.

Novo exame poderia diferenciar se o câncer no estômago está em fase inicial ou estágio avançado (Foto: Wikimedia Commons) 
Novo exame poderia diferenciar se câncer está em
fase inicial ou avançada (Foto: Wikimedia Commons)
Um exame de hálito simples e rápido pode detectar um câncer no estômago, segundo um estudo realizado por cientistas israelenses e chineses.
Em um levantamento com 130 pacientes, os pesquisadores descobriram que o exame tinha 90% de precisão no diagnóstico e na diferenciação do câncer de outros problemas no estômago.
O novo teste tenta identificar perfis químicos no hálito que são característicos de pacientes com câncer estomacal.

A revista especializada "British Journal of Cancer" afirmou que o exame pode revolucionar e acelerar a forma como o câncer é detectado.
Atualmente, o diagnóstico da doença pode ser feito por meio de uma endoscopia.
Nesse procedimento, o médico insere pela boca do paciente um cabo flexível que, acoplado a uma microcâmera, permite a visualização do aparelho digestivo.


Kits e cães
Os pesquisadores descobriram que o câncer no estômago possui uma espécie de marca, uma característica específica: compostos orgânicos voláteis, que emitem cheiro e podem ser detectados usando um kit médico ou até cães farejadores.
A técnica usada no exame não é nova – muitos pesquisadores estão trabalhando na possibilidade de exames de hálito para diagnosticar vários tipos de tumores, incluindo o de pulmão.
O trabalho do professor Hossam Haick, do Instituto de Tecnologia de Israel, analisou 130 pacientes em situações diferentes: 37 deles tinham câncer de estômago, 32 tinham úlceras e 61 tinham outros problemas estomacais.

Além de assegurar, com precisão, a diferença entre todos os problemas em 90% das vezes, o exame do hálito conseguiu apontar em quais casos o câncer estava nos estágios iniciais e em quais estava em fases mais avançadas.
Agora, as equipes israelense e chinesa estão fazendo um estudo maior, envolvendo mais pacientes, para corroborar os resultados dos primeiros testes.
Para Kate Law, diretora de pesquisa clínica da ONG britânica Cancer Research UK, os resultados da pesquisa são "promissores".

"Apenas uma em cada cinco pessoas consegue uma cirurgia como parte do tratamento, pois a maioria dos casos de câncer no estômago é diagnosticada em fases que são avançadas demais para uma operação", afirmou.
"Qualquer exame que ajude a diagnosticar um câncer de estômago mais cedo vai fazer diferença na sobrevivência a longo prazo do paciente", acrescentou Kate.

TUDO SOBRE SAÚDE

Entenda o que é o câncer de mama e métodos de prevenção

Doença é o carcinoma que mais atinge mulheres no mundo.
Atriz Angelina Jolie optou por retirar seios ao descobrir mutação em gene.


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O que é?
O câncer de mama é o carcinoma mais comum em mulheres, respondendo por 22% do total de casos novos a cada ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Estimativa do instituto aponta que o país registrou 52.680 novos casos da doença apenas em 2012.
Os dados mais recentes de óbitos divulgados pelo instituto apontam que, em 2010, morreram no Brasil 12.852 pessoas devido ao câncer de mama, sendo 147 homens e 12.705 mulheres.


Quais são os fatores de risco?
São considerados fatores de risco, tanto para homens, quanto para mulheres, histórico familiar, obesidade, sedentarismo e antecedente de patologias mamárias. Além disso,  ginecomastia ou crescimento de mamas nos homens (isso pode ocorrer com aplicações de hormônio), hiperestrogerismo, doença testicular, doença hepática, fratura óssea acima de 45 anos e a síndrome de Klinefelter podem também ser perigosos.
Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.

Nascer com os genes BRCA1 ou BRCA2 significa que vou ter câncer no futuro?
Não. Segundo a geneticistista Lygia da Veiga Pereira, chefe do laboratório nacional de células-tronco embrionárias da Universidade de São Paulo, apenas quem nasce com mutações em um desses genes ou desenvolve esta mutação ao longo da vida passa a ter risco de desenvolver algum tipo de câncer.

Ela explica que a probabilidade de uma mulher com saúde normal desenvolver câncer de mama até os 90 anos é de 10%. No entanto, se ela tem uma mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2, a chance de desenvolver o câncer é de 87%. Mutações nos genes BRCA são responsáveis por cerca de 10% dos casos de câncer de mama nos EUA, tanto em mulheres como em homens.

Apenas os genes BRCA1 ou BRCA2 causam o desenvolvimento de câncer?
Não. Segundo o médico mastologista João Carlos Sampaio Góes, diretor científico do Instituto Brasileiro do Controle do Câncer, existem outros genes ainda não identificados que também são relacionados à pré-disposição do câncer de mama. Ele também acrescenta que casos de reposição hormonal também podem causar o desenvolvimento da doença.

Casos de câncer na família significam que também terei algum carcinoma no futuro?
Não. Segundo a geneticista, 90% dos cânceres não são hereditários (genéticos). Ela explica que o carcinoma ocorre devido a algum defeito genético, que pode aparecer anos após o nascimento de uma pessoa, devido ao seus hábitos de vida.

Realizar exame de sequenciamento genético pode ser uma alternativa de prevenção?
Sim. No entanto, segundo Lygia da Veiga, é um exame feito com menos frequência e, em grande parte na pequena parcela da população que tem maior pré-disposição ao desenvolvimento de câncer hereditário, quando genes defeituosos são transmitidos da mãe ou pai para os filhos.
Segundo a geneticista da USP, essa taxa é de 10%. Ela afirma ainda que o sequenciamento pode ser recomendado para casos de desenvolvimento da doença em pessoas da mesma família que têm câncer muito cedo. Exemplo são mulheres que desenvolvem câncer de mama com idades que variam entre 20 e 40 anos.


Realizar uma mastectomia (retirada dos seios) é a única solução para prevenir o câncer de mama?
Não. A retirada dos seios, após a descoberta do gene defeituoso e da chance de desenvolver câncer de mama, pode reduzir o risco de desenvolver o carcinoma. De acordo com o médico mastologista João Carlos Sampaio Góes, esse tipo de procedimento, seguido da reconstrução das mamas, já é bastante aplicado do país, inclusive quando há detecção do câncer de mama na fase inicial.
No entanto, há outras alternativas de prevenção. Uma delas é o acompanhamento médico com maior frequência e realização de exames de mamografia. A outra é o tratamento com a substância tamoxifeno, considerado um antihormônio, e que reduz em 50% o risco do câncer de mama.
Porém, essa medicação pode ser tomada por pouco tempo (entre 5 e 10 anos), pois tem efeitos colaterais como a elevação do risco de trombose, problemas de visão e desenvolvimento de câncer de endométrio (camada de células que reveste o útero).

Arte Bem estar Mamografia (Foto: Arte/G1)
 

Caminhar reduz o risco de câncer de mama, diz estudo

Caminhar reduz o risco de câncer de mama, diz estudo

Pesquisa mostra que andar uma hora por dia diminui em 14% as chances de sofrer da doença.

Caminhar uma hora por dia reduz risco de cancer de mama em 14%, diz pesquisa. (Foto: BBC)Caminhar 1h por dia ajuda a reduzir risco de câncer
de mama em 14%, conclui pesquisa (Foto: BBC)
Mulheres na pós-menopausa que andam uma hora por dia podem reduzir significamente o risco de terem câncer de mama, segundo um novo estudo publicado na revista científica "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention".
O levantamento, que acompanhou 73 mil mulheres por 17 anos, descobriu que andar 7 horas durante uma semana diminui os riscos de contrair a doença. A equipe da Sociedade Americana do Câncer afirmou que esta foi a primeira vez que a redução de riscos foi especificamente ligada à caminhada.

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Especialistas britânicos disseram que o estudo é uma evidência de que o estilo de vida influencia o risco para o câncer.
Outra pesquisa recente, feita pela organização beneficente Ramblers, mostrou que um quarto dos adultos anda mais de 1 hora por semana. E manter uma rotina de atividades físicas é um fator conhecido na redução do risco de contrair diversos tipos de câncer.


Atividade recreacional
O atual estudo acompanhou 73.614 mulheres, de 50 a 74 anos, recrutadas pela Sociedade Americana do Câncer entre 1992 e 1993 para monitorar a incidência da doença.
As voluntárias responderam a questionários sobre sua saúde e sobre quanto tempo permaneciam ativas e participavam de atividades como caminhadas, natação e exercícios aeróbicos. Elas também registraram quanto tempo ficavam sentadas assistindo à televisão ou lendo.
As mulheres preencheram os mesmos questionários em intervalos de dois anos, entre 1997 e 2009. Andar como única atividade recreacional foi o hábito mencionado por 47% das pesquisadas. Aquelas que andavam pelo menos 7 horas por semana tiveram uma redução de 14% no risco de câncer de mama, comparadas com aquelas que andavam apenas 3 horas ou menos por semana.

A epidemiologista Alpa Patel, da Sociedade Americana do Câncer em Atlanta, na Georgia, que liderou o estudo, afirmou: "Dado que mais de 60% das mulheres relataram andar diariamente, promover a caminhada como uma atividade saudável de lazer pode ser uma estratégia efetiva para aumentar a atividade física entre as mulheres na pós-menopausa."
"Ficamos contentes em descobrir que, sem nenhuma outra atividade recreacional, apenas andar 1 hora por dia foi associado a um menor risco de câncer de mama nessas mulheres. Atividades mais longas e extenuantes reduziram ainda mais o risco", destacou Alpa.
A baronesa Delyth Morgan, executive-chefe da Campanha Contra o Câncer de Mama, completou: "Esse estudo adiciona mais evidências de que nossas escolhas de estilo de vida podem influenciar no risco de câncer de mama e mostra que mesmo mudanças pequenas incorporadas às nossas atividades cotidianas podem fazer a diferença. Sabemos que a melhor arma para superar o câncer de mama é a habilidade de interrompê-lo, em primeiro lugar. O desafio agora é saber como transformamos essas descobertas em ação e como identificamos outras mudanças de estilo de vida sustentáveis que nos ajudarão a prevenir o câncer de mama".

Maior risco de ataque cardíaco


Maior risco de ataque cardíaco
  • Boa hora de acordar
  • Maior probabilidade de um ataque cardíaco
  • Os homens têm seu nível máximo de testosterona
Cuidado! este é o período do dia em que seu coração está no momento mais vulnerável. As veias, vasos e artérias estão mais rígidos e menos flexíveis, seu sangue está mais espesso e a pressão sanguínea no nível mais elevado. Tudo colabora para aumentar o risco de um ataque cardíaco. O seu corpo está pronto para entrar em ação com a interrupção da produção de melatonina, o hormônio do sono. É um momento inadequado para se fazer exercício.

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